Você sentiu isso? Foi tão perto dessa vez, pareceu até que era comigo, quase pude sentir tocando minha pele, atingindo meu ventre, mas só foi perto, não era comigo, aconteceu com outro, mais uma vez. Será que eu estou errado, ou realmente foi com outro?Engano meu, não foi nem perto, eu estava longe de mim e por isso pensei sentir aqui, mas não chegou nem perto, mais uma vez.
Mostrando postagens com marcador Sentimentos Carpe Hominus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sentimentos Carpe Hominus. Mostrar todas as postagens
20 de setembro de 2013
Tão perto
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
1 de julho de 2013
um seis treze
Os dias são tão curtos e as noites sempre tão longas. Parece que falta algo, que alguma coisa foi quebrada e nada está da forma como deveria ser.
Como deveria ser? Eu não sei. Só sei que o silêncio é infinito e a solidão sempre presente. Só sei que seja lá o que estiver quebrado, mudou tudo e nada faz sentido, até que descubra o que é.
É como olhar o céu durante a noite e contemplar as estrelas, imaginando em que distância elas estão e se realmente são estrelas ou na verdade satélites.
É como imaginar como seria sua vida em outro lugar, com outras pessoas e de uma outra forma. É como olhar no espelho esperando decifrar seu próprio olhar e se perguntar: quem é você?
O silêncio. Somente ele é amigo.
Como deveria ser? Eu não sei. Só sei que o silêncio é infinito e a solidão sempre presente. Só sei que seja lá o que estiver quebrado, mudou tudo e nada faz sentido, até que descubra o que é.
É como olhar o céu durante a noite e contemplar as estrelas, imaginando em que distância elas estão e se realmente são estrelas ou na verdade satélites.
É como imaginar como seria sua vida em outro lugar, com outras pessoas e de uma outra forma. É como olhar no espelho esperando decifrar seu próprio olhar e se perguntar: quem é você?
O silêncio. Somente ele é amigo.
24 de março de 2013
Só que não...
Tudo é tão simples na minha vida.... Só que não!
Tive a melhor educação possível em possibilidades resumidas a estudar, trabalhar, casar, ter filho e morrer. Não que esse não seja o destino da maioria das pessoas, mas tive a ousadia de lutar pra sair dessa estatística. Como? Saí pra estudar fora, morar fora, começar do jeito que eu queria.
Minha vida, que nunca foi fácil, nem ao menos simples, ficara um pouco mais complicada, pois agora tudo era diferente, novo, ousado, confuso e às vezes obscuro e arriscado. Desde então eu tenho pensado mais sobre essa loucura de acontecimentos que se sucedem até eu finalmente ter o que desejo ou o que julgo merecer. Algumas dessas 'coisas' duram tão pouco, que fico achando que é tudo uma grande pegadinha desse jogo da vida.
A faculdade é uma dessas 'coisas'. Por culpa minha, claro, acabei todo enrolado e tá mais difícil terminá-la do que foi passar no vestibular. Tralhei muito e às vezes mais até do que deveria, muitas vezes recebendo tão pouco ou nada, mas aos poucos conquisto meu espaço. Compro minhas coisas, levo minha vida, tudo numa boa.
Mas uma coisa ainda me incomoda e foi esse incômodo que gerou esse texto. Então pra quê esse texto, meu Deus?!
Pra falar que minha vida amorosa é ótima... Só que não!
Pense numa complicação. Não bastasse o fato de eu ser uma pessoa extremamente ansiosa e controladora, parece que as coisas não acontecem comigo da forma como acontece com as outras pessoas. Vejo gente se amando eternamente após se conhecer numa lanchonete dividindo a mesma mesa, vejo amigos que se transformam em amantes, vejo gente se conhecendo todo dia e todo dia alguém se apaixona e é correspondido.
É o tipo de coisa que acontece comigo... Só que não!
Você dificilmente me verá interagindo com alguém que não conheço, ou sorrindo pra alguém que eu quero conhecer. Não que eu não tente, mas mesmo quando eu tomo a iniciativa parece que algo afasta qualquer um de mim. Besteira pra você, mas pra mim não...
Ainda bem que tenho amigos pra sempre... Só que não!
Outro problema. Amo meu amigos e ajudo no que posso, sempre que posso, mas existe um limite de doação que tento superar. Não fui criado para ter amigos e essa programação que me foi imposta é bem difícil de tirar. Sempre fui muito sozinho, cresci hostilizado e aprendi a me virar, aprender sozinho, conversar sozinho.
Confiar em qualquer pessoa que seja é algo complicadíssimo pra mim, sempre suspeito que alguém tá me zoando ou querendo me prejudicar, mas é como disse, estou tentando superar isso e tenho obtido ótimos resultados.
Ótimos resultados com amigos, porque o outro assunto lá, aquele tão complicado que se chama vida amorosa, está longe de se resolver... Só que sim!
22 de janeiro de 2013
Percepções

Sabe quando você percebe que está ficando velho? Quando começa a perceber demais, a menos ao meu ver.
Sempre fui muito observador, o tipo de pessoa que saca a outra só de observar, que fica a espreita esperando um momento de distração pra ver a máscara cair e ela ser finalmente autentica. O tipo de pessoa que olha em volta a todo o momento e está sempre ligado, mesmo quando parece que não. Que vê os tropeços, as perdas, as desatenções que ninguém mais vê e que ri sozinho, simplesmente porque é engraçado, ponto.
Mas com o tempo isso tudo muda e essas percepções ficam, de certa forma, ainda mais potencializadas e tudo o que acontece passa a ser motivo de pré avaliação e possível, ou não, aprovação. Como assim? Sou do tipo que está sempre na retaguarda, confere? Mas vai muito além disso, porque na verdade estou no ataque de sentidos que avaliam milhões de ações por segundo, seja um simples respirar ofegante ou um olhar com o canto de olho, seja uma frase ou palavra dita fora do contexto propositalmente. Besteira? Será?
Não deixo ninguém se aproximar sem que eu confie e a definição de confiar é bem restrita nesse caso, pois resume-se aos meus sentidos de percepção. Não é simplesmente feeling, premonição ou o 'santo que bateu'. Eu sei quem é você. Não se engane, eu sei!
É claro que existem as vantagens de ter essa percepção aguçada, mas também existem as desvantagens de estar sempre um passo à frente e isso meus caros, é o pior. Com esse sentimento de análise e observação constante surge, inevitavelmente, o sentimento de menosprezo. Subestimar não é caso, mas menosprezar mesmo, julgar inferior e não merecedor de muitas coisas. Mas quem é merecedor de fato? E quem não é? Quem sou eu pra pensar esse tipo de coisa?
Mais uma vez a percepção salva minha vida, porque da mesma forma como noto as ações e os sentimentos de outros, percebo que estou agindo de forma ridícula e nada digna. E paro.
Percebo que estou ficando velho quando me reconheço velho, não de idade, não de corpo e nem de ideias ou ideais, mas experiências.
É bom perceber isso? Quando descobrir eu conto pra vocês!
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
15 de dezembro de 2012
Fique calmo
Não me cobre nada que não queira dar, não funciono bem assim. Seja paciente, por vezes parecerá que te odeio ou que não dou a mínima, mas é só minha distração me fazendo esquecer de lembrar que não sou uma ilha, uma hora passa. Não ache que não percebo o que acontece pelo simples fato de não lembrar o que você disse, às vezes posso simplesmente não me interessar pela informação. Não seja precipita
do, não viro teu amigo da noite pro dia, não depois das patadas que já levei por confiar nas pessoas erradas. Fique calmo, fique tenso, fique frio e fique quente, me acompanhe na mesma intensidade que as coisas acontecem na minha cabeça e você sempre saberá o que dizer quando eu perguntar: Porque você está aqui?
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
Exatamente assim...
Nunca fui muito normal, porque meu jeito de ver o mundo não é igual ao de vocês. Meu cabelo é diferente, minha voz é diferente, uso alargador, tenho um piercing transversal que mais parece uma flecha, adoro xadrez e uso tranquilamente uma camisa cinza com tachinhas cor de cobre, adoro música pop, mas também amo rock'n roll e o tecnobrega da Banda UÓ, sou chato e exigente em tudo que faço, amo escrever e avaliar o texto dos outros, adooooro fazer correções e descobrir que eu sei mais do que você. Te julgo a todo instante e comparo o que sei com o que você pensa que sabe, mas não te menosprezo por isso, apenas avalio. Sou inconstante, mas amo rotinas e não me encaixo bem com gente chata e nem interessante demais. Gosto de animais, tenho um peixe beta e uma horta, mas adoro a poluição e o barulho do meu dia.
Sou assim, estranhamente incomum e difícil de entender e agradar, exatamente como tem que ser, exatamente como você.
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
26 de outubro de 2012
Amor, meu grande amor...
Coisa boa é não precisar provar nada a ninguém, não é mesmo?
Coisa mais gostosa é ser feliz com um amor diferente todos dias, mesmo que seja assim de repente e tão curto, por horas, instantes e imaginar seja o máximo que possa acontecer.
Por isso eu digo... Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça. Não quero nada que não seja meu. Que eu seja o ultimo e o primeiro, mas nunca o também nem o mais um.
Quero a paz de um calor, de um endereço, o conforto de uma companhia sincera e da vontade afável. Amor, meu grande amor...
Preciso da soma do encontro e da procura. Me reconheça nas frases prontas, me veja nos olhares e saiba que penso em você.
Amor meu grande amor, que seja real mesmo que por engano e somente dentro de mim. Digamos que já um começo.
Se estou apaixonado? Sim, sempre! E que bom por isso!
Amor?
Meu grande...
Amor!
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
16 de junho de 2012
FIQUE
Fique; seja quem for ou o que quiser. Não se vá. Muitos já
se foram e não suportaria te ter por tão pouco tempo.
Fique; está frio lá fora e não quero que pegue um resfriado.
Você também quer.
Fique; está quente aqui dentro, te faço chá com biscoitos ou
quem sabe uma limonada.
Fique; é inverno, outono, já nem sei, mas as dunas de movem
com o vento.
Fique; seja rei.
Fique; não há nada lá fora, você viu.
Fique; te esperei, te desejei e você chegou, então agora
fique.
Fique; te prometo muito mais do que um lar, te prometo a
companhia sincera, o abraço largo e sorriso sempre aberto.
Fique; sem mim você sempre será sozinho e eu incompleto, não
adianta fugir.
Fique, seja quem quiser ser, quem procura ser.
Fique; meus olhos não são um mundo suficiente para se
perder? Meus beijos não são quentes o bastante para o inverno inteiro, meu corpo
não é mais um abrigo suficiente?
Fique; seja, queira, reine, aqueça, sorria, beije. Mas
fique.
"Sabe aquele efeito após um filme lindo? Que a gente fica com aquela sensação estranha, como se quisesse viver aquela história, como se fosse importante fazer parte daquilo. Sabe? Pois é... Me deu isso com final do filme "Noordzee, Texas", mais especificamente com a ultima palavra: fique. Bateu aquele desejo de ter muita coisa de volta e a palavra ecoando na cabeça. Sem motivo aparente ou personagem explícito, continuo querendo que algo fique, que não se vá". Tiago Teles.
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
8 de abril de 2012
Há, do verbo não deveria haver
Do que adianta existir o sentimento se não adianta sentir, se não é suficiente existir?
Do que basta a vontade se a possibilidade é uma fantasia?
É como rodar em volta de si mesmo, pensando estar saindo do lugar.
É não ver que na verdade o que existe ali é outra coisa e não vontade, ao menos não "aquela vontade".
Há, mas não deveria haver, já não convém existir.
Deveria ser fácil decidir não sentir, poderia ser exatamente assim como é fácil falar que não há.
Deveria ser fácil, deixar de existir pra que alguém não existisse pra um outro alguém.
Mas há sempre um espaço vazio, há sempre um algum que não se encaixa no um.
Um buraco sem fim, sem fundo, mas com queda macia.
Estranho? Mais estranho é cair pra sempre e nem sentir o vento no rosto.
Anestesia, dopamina, complexo vitamínico útil pra aliviar a dor, o remédio perfeito.
O que é? Fingir que nada aconteceu.
"Não sei ser objetivo quando nem sei do que estou falando, geralmente não funciono muito bem assim, mas ultimamente tem dado certo. Então deixa como tá, já que se mexer muito a tendência é piorar" Tiago Teles
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
15 de janeiro de 2012
Sem motivo
Sem motivo aparente, sem certeza do que sente ele volta e quer ver o que perdeu. Procura ao seu redor, buscando uma explicação pra essa curiosidade e não consegue entender o que lhe chamou atenção. Um passado tão perto e tão curto, seria assim tão significante?
Ele olha pela janela, buscando uma memória, um lugar na sombra, um som familiar, algo que o leve de volta, mas não encontra. Procura um rosto, mas não vê. Então o que ficou? Será que foi tão curto assim que nem deu tempo de dar motivos pra saudade?
Ele procura um sentimento e a lembrança assusta, lembra da companhia e a saudade bate no vidro da janela, como que dizendo: Olha, tá aqui o seu motivo, você fuçou até encontrar!. A lembrança do início e final tão próximos é o que mais assusta.
Não sente a saudade de ter perto e de querer bem, mas sente a falta dos planos que começara a fazer e das expectativas que ainda tomavam forma. Não houve muito tempo pra apego, mas a presença é sempre real mesmo que por pouco tempo. Sente saudade do que poderia ter sido.
Imagina, porque é só isso que pode fazer e é isso o que faz. Por pouco tempo, pra não perder a razão. Só pra no final estragar tudo outra vez, pra no futuro sentir saudade, lembrar e querer novamente. Tudo se repete, de outras formas, lugares e épocas, mas com o mesmo roteiro e final.
1 Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
30 de novembro de 2011
E se eu disser, sem medo de ser repetitivo, que cansei?!
E se eu disser que tô vazio? Vai parecer drama? Todos vão me olhar e me julgar? E se eu disser que não consigo, que não acredito mais? Não me digam que não tentei, que não tento todo santo dia, do momento em que acordo até deitar. Vocês não estão aqui dentro, não podem dizer, não são capazes nem de fazer uma remota idéia do se passa aqui, então não venham com conselhos vazios, porque não sou tão prático assim, nem se quisesse conseguiria.
Se eu falar que se pudesse passaria a vida assim, sozinho? Vão achar que eu consigo? Claro, nunca ninguém viu esse coração cheio, ou viu? Nem chegaram perto, o que viram era somente o que poderiam ver, nunca será realmente o que é. Nunca sou somente o que vocês vêm, nunca poderia ser diferente. Mas que diferença faz?
E se um dia eu disser que cansei? que tô puto da vida com a vida e que não quero mais isso? Vocês vão me olhar nos olhos e dizer: Mas você não tem tentado! Não, não tenho tentado ser quem vocês são, não tenho tentado ganhar um momento de prazer em troca de um gozo, não tenho feito esforço algum pra encontrar alguém que me traga isso. Não sou vocês.
E se eu disse que perdi a paciência? Que não tenho saco pra preliminares e posições desastrosas em transas causais com desconhecidos? Se eu disser que não tenho disposição pra encontrar ninguém em um terreno escuro, banco de praça ou motel que seja? Vão me achar ridículo? Claro, não poderia esperar nada diferente, mas é a verdade, não vou mais lá, parei na zona de conforto pra evitar transtornos.
Ah eu vou passar a vida sozinho, porque não me permito? QUE SEJA! Não saio da minha casa, não mudo a minha rotina, nem trago comigo quem quer seja em troca de uns momentos de prazer, de uma aventura. E se eu disser que tenho mais o que fazer do que caçar sexo? EU CANSEI de gente nojenta do meu lado, pedindo desesperadamente por uma transa que o faça sentir vivo!
Preciso de muito mais pra me sentir vivo, me sinto vivo todo dia no meu trabalho, com minhas realizações, a cada novo texto que escrevo, cada coisa que descubro, amigo que faço, música que ouço de manhã cedo ao ir trabalhar. Me sinto vivo com um tempo sozinho, com meus pensamentos, me sinto vivo sentindo paz, sentindo gostos, cheiros. Me sinto vivo e não preciso disso pra viver!
Morro sozinho se pra mudar isso eu precise me esgueirar em busca de alguém que se esconde. Quero poder ver, viver e sentir algo além do toque e do pulsar, preciso de mais que isso pra ser realmente feliz. E se não encontrar? Continuo me dando bem comigo mesmo, convivendo bem com meus pensamentos, mas com a certeza de que um dia chega, pois há mal que pra sempre dure e solidão que não tenha fim!
"Sou assim organizado, meus textos têm inícios e finais bem definidos, parágrafos do mesmo tamanho tornando o texto esteticamente padronizado. Evito repetir palavras, evito escrever demais e fugir do tema proposto, evito colocar vírgula onde não há ou deixar de colocá-las. Sou assim todo certinho, é natural, não tem esforço, escrevo assim e sou assim na vida, gosto de tudo no seu lugar". Tiago Teles
1 Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
17 de novembro de 2011
Íra!
Dormi em má companhia, esperava alguém do lado mas só tive a mágoa. Senti dentro de mim uma revolta e desencanto que me fizeram cair no sono rapidamente, tamanho anestésico liberado no meu organismo após dissolvida a adrenalina.
Senti ódio, contabilizei os instantes e vi o desequilíbrio. Dormi não querendo sentir aquilo, mas senti e o sono foi perturbador, fui acordado várias vezes pela consciência oculta da minha culpa em me entregar e confiar, fui incomodado pelo peso dessa falta de compromisso que senti.
E acordei. Acordei com os lábios cerrados e a boca mordida, acordei com as sobrancelhas juntas e o olhar para frente, os ouvidos focados somente no que me importava e atenção garantida, desprezando distrações. Levantei da cama e no banho me vi no espelho e senti fome, somente fome, mas não qualquer fome, era uma fome que vinha dessa mágoa alimentada durante o sono e manifestada com os lábios partidos.
Meu café da manhã? Íra! Sentimento indigesto, mas que alimenta e dá energia, mais do que qualquer outro, que uma vez provado, vicia. Troquei o gosto amargo pelo azedo estampado no rosto, refletido nos músculos tensos e nervos ainda mais nervosos. Foi a primeira refeição do dia e será o que me alimentará até que me deem algo melhor pra comer, que me sustente além das minhas expectativas e frustrações em gente que não vale a pena.
E ponto final.
E ponto final.
1 Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
2 de novembro de 2011
A culpa não é sua, deixa assim...
Sei que não deveria, mas não me imagino ali, não me encaixo naquela conversa, não me vejo naqueles beijos e nem quero imaginar a possibilidade de compartilhar aquela vida. Não preciso ser julgado por ter medo do julgamento, não quero ser vencido pela vontade alheia e me esconder nas minhas desculpas sem fundamento, mas preciso mais no que vontade, preciso querer.
Posso até "ver a vida melhor no futuro", mas como também diz o poeta, "eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia, que insiste em me dominar", mas se "a gente vive junto e a gente se dá bem" (...) e "não desejamos mal a quase ninguém", porque eu temeria o olhar curvado e pensar disciplinado de quem não tem nada a ver com isso? Por quê? Porque é assim que é e sempre será!
Chorar não adianta mais, porque já nem me lembro a ultima vez que as lágrimas me comoveram. Endureci por fora, não mostro, não adianta, não me exponho, sou como árvore cascuda e rude, cheia de vida por dentro e com aparência seca. A culpa não é sua, só não quero ter mais gente nessa confusão de invólucro que chamo de vida. Corri muitos desertos até chegar e foi isso que me fez assim.
Não posso sair, não chegaria a lugar algum com você, pararia no meio do caminho com as pernas presas, laçadas pelas línguas. Não me julgue você também, tão custoso foi chegar onde estou, não preciso de mais um na torcida contra, não preciso de mais um aliado virando oposto. Deixa assim como está, não precisamos mais que isso pra ficar bem, não preciso de mais desgosto com gosto de "já vi essa cena antes".
Deixa assim, vamos ver onde vou dar, fique você assistindo bem do alto o caminhar. Pois eu sei que observa enquanto vivo e vê os sorrisos escaparem, mas não participa, eu sei. Deixa ver o que será de mim, porquê o nós já nunca existiu mesmo. Quero tudo assim, do mesmo jeito, não sempre, mas por tempo ignorado. Quero tudo assim, sem culpa, sem recriminação, sem gosto e sem dor. Deixa assim.
Posso até "ver a vida melhor no futuro", mas como também diz o poeta, "eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia, que insiste em me dominar", mas se "a gente vive junto e a gente se dá bem" (...) e "não desejamos mal a quase ninguém", porque eu temeria o olhar curvado e pensar disciplinado de quem não tem nada a ver com isso? Por quê? Porque é assim que é e sempre será!
Chorar não adianta mais, porque já nem me lembro a ultima vez que as lágrimas me comoveram. Endureci por fora, não mostro, não adianta, não me exponho, sou como árvore cascuda e rude, cheia de vida por dentro e com aparência seca. A culpa não é sua, só não quero ter mais gente nessa confusão de invólucro que chamo de vida. Corri muitos desertos até chegar e foi isso que me fez assim.
Não posso sair, não chegaria a lugar algum com você, pararia no meio do caminho com as pernas presas, laçadas pelas línguas. Não me julgue você também, tão custoso foi chegar onde estou, não preciso de mais um na torcida contra, não preciso de mais um aliado virando oposto. Deixa assim como está, não precisamos mais que isso pra ficar bem, não preciso de mais desgosto com gosto de "já vi essa cena antes".
Deixa assim, vamos ver onde vou dar, fique você assistindo bem do alto o caminhar. Pois eu sei que observa enquanto vivo e vê os sorrisos escaparem, mas não participa, eu sei. Deixa ver o que será de mim, porquê o nós já nunca existiu mesmo. Quero tudo assim, do mesmo jeito, não sempre, mas por tempo ignorado. Quero tudo assim, sem culpa, sem recriminação, sem gosto e sem dor. Deixa assim.
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
31 de outubro de 2011
Ele dança
Seus passos e gestos produzem uma energia que se desloca e invade o ambiente, porque ele dança para que todos possam vê-lo por dentro, para que sintam o que ele sente. Ele dança para se manter feliz, ser feliz e ver todos felizes. Mais do que somente dançar, mover o ar em volta, mudar as energias. Ele se eleva!
Eu continuo sentado, não entendo, mas sinto, não vejo, mas sinto. Levanto, me aproximo, toco seu rosto, sinto a música, sinto o ar tocando minha pele, sinto sua respiração dentro de mim e danço. Não sei explicar, somente danço, como se fosse um gás disperso na atmosfera, livre me espalho, percorro os espaços os corpos. Eu danço!
Onde ele está? Onde ele foi? Ele está em mim, consumindo minhas energias, mantendo-me móvel, porém estável. Ele sou eu e eu danço, porque não danço só porque estou feliz, danço para empestar o ambiente, movo-me para o ar se elevar. Eu me movo!
A noite está linda, todos estão bêbados e está tudo no seu lugar. A música é latente, os passos são lentos, o som é alto, nós dançamos juntos, eu, ele e o resto do mundo, nada pode nos parar, nem o sol, nem o dia, nem nada. É cedo, vamos dançar, se aproximem, entrem, ninguém é novo ou velho demais, só os corpos que dançam, as mentes perambulam.
O ar é raro, o suor escorre e eles dançam. Eles continuam dançando até os corpos não aguentarem mais, flutuam, passeiam, crescem os espaços. O tempo é pouco e o ar é raro, mas a bebida está gelada, então eles acendem mais um cigarro e dançam. Eles dançam, pra sempre dançam...
25 de setembro de 2011
More, and more again
Mais de um ano e me sinto no mesmo lugar, parece que não me movi um centímetro além da minha vontade, do meu desejo. Só minhas lembranças que se movem, cada vez mais distantes e inconstantes, como um rio que trás à tona o que a correnteza carrega.
Além da minha vontade ou controle, essas lembranças incomodam, às vezes parecem frescas outras nem tanto, mas na maioria das vezes me dão vontade de fugir, porque se nem eu lido bem com isso, como ou outros poderiam lidar?
Agora o que me é constante é a vontade de perpetuar isso, como uma forma de manter vivo na lembrança porque sei que uma hora vai sumir por completo. Não pra que seja visto e entendido por quem quer que seja, mas que signifique pra mim e mantenha vivo externamente o que nunca vai desaparecer aqui dentro.
Tiago Teles
24 de setembro de 2011
Encontrei as respostas, mas acho que esqueci quais realmente eram as perguntas
Deixei muita coisa pra trás, larguei no meio do caminho muito do que achava importante e junto com isso ficou um pouco do que sou, ou do que era.
Cheguei a um ponto, em que andei e quando não encontrei um lugar diferente, voltei. Fiz diferente, lutei, procurei, mudei, mas será que valeu a pena?
Chegou aquele momento fatídico em que se faz necessário pesar, colocar na balança o que fica e o que sobra ou não tem peso e vai embora. Pesar o que é pesado, o que desequilibra, pende.
Preciso achar esse ponto, essa situação. Mas e o medo? E o medo de que quanto mais eu fuce mais me confunda e volte atrás? Mas e o medo de me ver no espelho como há uns anos em que sabia o que fazer mas não fazia por falta de motivação?
Encontrei os motivos, mas eles já não são tão verdadeiros e válidos, já não têm os mesmos significados nem importância. Encontrei mais do que procurava, encontrei alguém que não conhecia e ainda me assusto quando me deparo com ele.
Esse aprendizado constante do “quem sou eu” não acaba nunca? Ouvia falar que o autoconhecimento é uma tarefa longa e complicada, mas não pensei que fosse tanto. Só queria as respostas, ao mesmo que as perguntas ou pelo menos não me perder e esquecer o que vim fazer aqui.
Tiago Teles
0
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
4 de setembro de 2011
Peito com peito
Nariz com nariz
Palma com palma
Nós sempre estivemos assim tão próximos
Pulso com pulso
Dedão com dedão
Lábios que pareciam o interior de uma rosa
Então como pode, quando estico os meus dedos
Sinto que há mais do que distância entre nós
Nessa cama do Rei da Califórnia
Nós estamos a dez mil milhas de distância
Eu aposto que a Califórnia está pedindo ás estrelas o seu coração pra mim
Meu rei da Califórnia
Olho com olho
Bochecha com bochecha
Lado a lado
Você estava dormindo ao meu lado
Braço com braço
Do anoitecer ao amanhecer
Com as cortinas torcidas
E um pouco da noite passada nesses lençóis
Então como pode, quando estico os meus dedos
Sinto que há mais do que distância entre nós
Nessa cama do Rei da Califórnia
Nós estamos a dez mil milhas de distância
Eu aposto que a Califórnia está pedindo ás estrelas o seu coração pra mim
Meu rei da Califórnia
E quando eu pensei em desistir de nós
Você se virou e me deu um último toque
Que fez tudo parecer melhor
E, ainda assim, meus olhos ficaram mais úmidos
Tão confusa, quero te perguntar se você me ama
Mas não quero parecer tão fraca
Talvez eu esteja tendo um sonho californiano
Nessa cama do Rei da Califórnia
Nós estamos a dez mil milhas de distância
Eu aposto que a Califórnia está pedindo ás estrelas o seu coração pra mim
Meu rei da Califórnia
Nessa cama do Rei da Califórnia
Nós estamos a dez mil milhas de distância
Eu aposto que a Califórnia está pedindo ás estrelas o seu coração pra mim
Meu rei da Califórnia
(California King Bed - Rihanna)
1 de agosto de 2011
Que bom que sou forte
Que bom que eu sou forte, que supero e espero, alcanço, deixo, fico, passo e deixo passar.
Que bom que sou forte e sofro o que há pra sofrer com a intensidade que se deve ter e um pouco mais.
Que bom que sou forte e não ando só por andar, sou livre e sei voar.
Que bom que sou forte e vou ao chão, levando, canto, e rio de mim mesmo.
Que bom que sou forte e sinto o ar em volta, o vento me movimenta e não fico parado.
Que bom que sou forte e com a sorte dos pássaros que migram eu mudo de casa e vou pra dentro de mim.
Que bom que sou forte e tenho trabalho na cabeça, que é oficina e maquina e não pode parar.
Que bom que sou forte, tenho sangue frio e despisto a dor, a maldade a discordia.
Que bom que sou forte e sinto o doce, o amargo, o gosto da multidão, da perdição, da benção.
Que bom que sou forte, sou arte, sou leve, sou livre.
Que bom, sou forte, sou isso...
1 Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
5 de junho de 2011
Tamanho
Meu tamanho é o mundo e sou da medida do que acredito,
E o que acredito não cabe nesse mundo
Talvez o que acredito caiba em outros mundos e um pedacinho do universo, das galáxias, do vácuo.
Não é tão grande se você pensar que somos parte de algo maior e toda aquela história de Deus e os anjos...
Sou do tamanho dos meus sentimentos diários, que somo aos seus e aos de todos os habitantes da terra.
Sem exagero, sou do tamanho do que vocês não imaginam, porque minha imaginação é fantástica!
Acredito no que meu coração mede e a medida dele é sempre, tão grande.
Existir pra mim vai além daquilo que posso ver ou tocar, vai além do que posso medir. Por isso não tenho medida....
Sei que nasci pra divertir os outros. Mas isso não tem a mínima graça, porque o palhaço é sempre o ultimo a saber.
Me divirto do tamanho do meu sorriso, não só o que vocês podem ver, mas quando sorrio por dentro, sabe?
Tenho o mundo dentro de um peito tão pequeno...
Meu corpo precisa sentir e esse sentir às vezes é maior do que minha cabeça está acostumada.
Falo em se perder às vezes e não conseguir medir o caminho de volta.
Falo, em sentir-se sem medida pra tantos sentimentos...
Sou maior do que tudo isso aqui, vocês não fazem ideia!
25 de dezembro de 2010
Do que antes eu não conseguia nem sequer pensar, do que eu me recusava a aceitar e só o fato de me perguntarem já me ofendia...
Preciso, sim eu preciso falar de saudade, não de saudade do que se foi ou mesmo saudade de um tempo bom, mas uma saudade diferente, saudade de um sentimento gostoso, de uma coisa que não consigo explicar e não sei se conseguirei sentir novamente, porque nem sei se quero sentir novamente com outra pessoa. Sempre achei que saudade era uma coisa boa, porque se eu sinto, foi importante. Até a hora que a saudade doeu como não deveria doer, até eu querer parar de sentir e o sentir ser maior que a vontade de parar. Sem nexo? É...
Eu me atrevo a dizer que é uma saudade de coisa alguma mistura com tudo o que de bom eu vivi nesses dias. Me atrevo falar que é um sentimento gostoso de lembrar e querer mais e ter a certeza que o mais um dia vai chegar. Eu me atrevo a ter a certeza de que o que eu sinto e o que eu quero é o mesmo que do outro lado se sente e se quer, porque um dia foi assim, os sentimentos estavam ligados e me atrevia a adivinhar como estava do outro lado, se chovia ou fazia sol. Mas o tempo estava sempre nublado.
Não era um nublado de saber se vai chover ou de olhar e dizer que logo o tempo vai abrir e o sol vai aparecer, era um nublado de se trancar em casa sem saber o que esperar, com medo de se molhar e sem vontade de ficar queimado do sol. Eram certezas nos sentimentos e incertezas nas ações, exatamente como o tempo nublado. Era de ficar quieto esperando, ficar olhando pra ver onde e quando isso vai acabar, mas aí não deu tempo.
Na verdade não foi o tempo que acabou, o que não durou foi minha paz, meu sangue frio, meu estômago pra enfrentar certas coisas. Na verdade o que acabou foi minha vontade de sofrer mais e mais. Os choros foram duplicados, as promessas foram de ambos os lados, as expectativas eu já não sei. O cuidado foi demais, me doei, me entreguei, fiz o que geralmente faço multiplicado por dez, fui o que geralmente sou com a certeza que poderia ser o que fosse, como nunca fui antes.
Foi loucura sabe, que depois disso tudo, de tanto choro e vela eu nem posso dizer que valeu a pena de verdade, eu nem posso dizer também que foi perda de tempo e que me arrependo, nem posso dizer também que não me arrependo, não posso dizer nada porque não sei o que aconteceu de verdade. De tudo oque chegou aos meus ouvidos, de tudo o que ouvi, tudo o que vi, tudo o que aconteceu depois eu só tenho um sentimento que define: Decepção.
Decepção é sentimento?
2
Carpecomentários
Marcadores:
Sentimentos Carpe Hominus
Assinar:
Postagens (Atom)











