27 de fevereiro de 2009

Incomunicável? Nããão!!!

bart-gritando Esse blog já está se transformando em algo do tipo, “confissões de um adolescente”, mas tenho que confessar mais uma coisinha sobre mim (risos).

Sou absolutamente compulsivo por celular, meu celular não é moderno, é antigo até demais, mas não consigo suportar a sensação de estar incomunicável. Alguém tentar me ligar e não conseguir falar comigo é algo impensável, sem contar que até as horas eu perco, porque o celular me serve também como relógio.

E se eu precisar ligar pra alguém? e se simplesmente quiser ter o celular ligado? Não consigo, não dá, sofro, fico irrequieto e não me concentro em nada.

Hoje, fatalmente me aconteceu isso. Fui ao super-mercado encontrar meu primo, Luiz Paulo, fomos trocar um vinho que comprou mas que acabou por substituí-lo, de acordo com um amigo este era um vinho tinto seco, não era bom, comprou outro que por sinal é bem gostoso, segundo ele, porque não foi comigo que ele o bebeu, fique bem claro.

Ok, fui caminhando, super-mercado relativamente perto de casa e também daria tempo do dito cujo chegar. Precisaria ligar pra dizer que cheguei ou receber a ligação dele dizendo que iria demorar ou que estava chegando. Mas meu celular resolveu tomar uns três lexotans e cair no sono. Fiquei incomunicável. Tentei ligar, de um orelhão (a cobrar) mas lesado como sou não lembrava o número, liguei então pra casa pra perguntar ao meu irmão o numero, pra em seguida ligar.

Deu certo, peguei o número e liguei. Mas quem disse que ele atendia, fiquei possesso, louco, desesperado, estava em frente ao super-mercado, incomunicável e arrancando os cabelos da cabeça e do restante do corpo (ui). Liguei, liguei e a tensão aumentava. Meu Deus, vou morrer aqui, incomunicável e sozinho, minha nossa senhora da ANATEL, o que eu faço. Dei uma volta e tornei a ligar, falei com ele e disse que estava à caminho.

Ufah… Deu tudo certo, ele chegou, trocamos o vinho por salgadinhos e biscoitos que comemos jogados no Canal da Maternidade e voltei pra casa, podendo colocar o bendito aparelho celular pra carregar. Desespero que não me ocorre muito, mas quando acontece me deixa nesse aperto. Sim, eu sofro quando sinto que estou indisponível pra contatos, quando sei que quem me procurar não me encontrará. Normal, mais uma de minhas compulsões cotidianas.

Ahhh, passei mais de uma hora, na verdade quase duas esperando Luiz Paulo chegar, estavam pra mandar a polícia, pensando que assaltaria o super-mercado. Mas o lanchinho pelo qual trocamos o vinho compensou a espera (risos).

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